Gás Encanado ou Botijão: Qual é Mais Econômico?

Quando se trata de escolher entre gás encanado e gás de botijão, muitos consumidores se deparam com dúvidas em relação à economia, praticidade e segurança.

Embora ambos os sistemas tenham suas vantagens, a questão central gira em torno do custo-benefício.

Neste artigo, vamos explorar com profundidade todos os aspectos que influenciam essa decisão, oferecendo uma análise detalhada para determinar qual opção é mais econômica e vantajosa para diferentes perfis de consumo.


O que é o gás encanado e como funciona

O gás encanado, também conhecido como gás natural canalizado, é fornecido por meio de uma rede de distribuição diretamente às residências. Esse tipo de gás é composto, principalmente, por metano e é distribuído por empresas concessionárias, como a Comgás, Naturgy e outras, dependendo da região.

Vantagens do gás encanado

  • Cobrança por consumo real (m³): O usuário paga apenas o que consome.
  • Abastecimento contínuo: Não há risco de “ficar sem gás” de forma repentina.
  • Maior segurança operacional: Menor risco de vazamentos quando instalado corretamente.
  • Praticidade: Dispensa troca de botijões e visitas de entregadores.

O que é o gás de botijão (GLP)

O gás liquefeito de petróleo (GLP), popularmente conhecido como gás de botijão, é uma mistura de propano e butano armazenada sob pressão. No Brasil, o modelo mais comum é o botijão de 13 kg, utilizado principalmente para cozinhar.

Vantagens do gás de botijão

  • Fácil acesso: Disponível em praticamente todas as regiões do país.
  • Sem cobrança fixa: Ideal para quem cozinha pouco e quer controlar o uso.
  • Não depende de rede externa: Pode ser instalado em áreas remotas ou em imóveis não atendidos pela concessionária.

Comparativo de custos: gás encanado vs gás de botijão

Preço por unidade de energia (R$/kWh ou R$/m³)

Para comparar de forma justa, devemos analisar o custo por quilowatt-hora (kWh) ou por metro cúbico (m³) de energia gerada por cada tipo de gás.

  • Gás de botijão (GLP): O botijão de 13 kg, em 2025, custa em média R$ 100,00 e rende aproximadamente 186 kWh.
    • Custo por kWh: R$ 0,54
  • Gás encanado (GN): Em média, o preço do m³ de gás natural residencial varia entre R$ 4,00 a R$ 5,00.
    • Cada m³ de gás natural gera cerca de 9,5 kWh.
    • Custo por kWh: R$ 0,42 a R$ 0,52
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Conclusão da comparação direta

O gás natural encanado tende a ser mais econômico por kWh gerado, especialmente em regiões com tarifas mais baixas. No entanto, a diferença pode ser pequena dependendo da concessionária e do volume consumido.


Taxas fixas e custos indiretos

Um fator frequentemente ignorado é que o gás encanado possui tarifas fixas mensais, mesmo que o consumo seja baixo. Em contrapartida, o gás de botijão não tem custo fixo – você paga apenas quando compra um novo botijão.

Gás encanado

  • Tarifa mínima: Entre R$ 30 e R$ 50 mensais, mesmo com consumo reduzido.
  • Instalação: Pode exigir custos com adequações técnicas no imóvel.
  • Manutenção periódica: Algumas concessionárias exigem inspeções anuais.

Gás de botijão

  • Compra avulsa: Sem mensalidades.
  • Entrega: Pode haver cobrança extra para entrega em domicílio.
  • Espaço físico: Necessita de área ventilada e protegida para armazenamento.

Consumo médio em uma residência brasileira

Famílias que cozinham diariamente (4 pessoas):

  • Gás de botijão: Um botijão de 13 kg dura em média 30 a 40 dias.
  • Gasto mensal estimado: R$ 100,00
  • Gás encanado: Consumo médio de 8 a 10 m³/mês
  • Gasto mensal estimado: R$ 40 a R$ 60 + tarifa mínima (total: R$ 70 a R$ 100)

Famílias pequenas ou que cozinham pouco:

  • Gás de botijão: Um botijão pode durar até 2 meses.
  • Custo mensal: R$ 50,00
  • Gás encanado: Mesmo com baixo uso, a tarifa mínima será cobrada.
  • Custo mensal: R$ 40 a R$ 50 (sem grande economia aparente)

Análise de economia a longo prazo

Quando observamos o cenário de uso ao longo de 12 meses, considerando uma família média que consome 10 m³/mês de gás:

Gás encanado

  • Consumo anual: 120 m³
  • Custo anual: R$ 600,00 (R$ 5,00 por m³)
  • Tarifa fixa: R$ 600,00 (R$ 50,00 mensais)
  • Total anual: R$ 1.200,00

Gás de botijão

  • 1 botijão/mês: 12 unidades
  • Custo por botijão: R$ 100,00
  • Total anual: R$ 1.200,00

Empate técnico, mas o gás encanado começa a compensar a partir de consumos maiores, especialmente quando se considera uso em chuveiros e aquecedores.


Influência da infraestrutura e da localização

Apartamentos novos ou prédios com rede de gás natural

  • Têm maior facilidade na instalação e integração ao sistema encanado.
  • A escolha pelo gás natural pode gerar economia em aquecimento de água e cozinha.

Casas térreas ou localizações sem rede de gás natural

  • Dependem do uso exclusivo de GLP (botijão ou cilindros maiores).
  • Nestes casos, o botijão ainda é a melhor opção, pela acessibilidade.
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Segurança e riscos

Gás encanado

  • Menor risco de explosão se comparado ao GLP.
  • Monitoramento automatizado e válvulas de segurança modernas.
  • Vazamentos tendem a ser mais controláveis.

Gás de botijão

  • Maior risco em ambientes mal ventilados.
  • Requer manuseio cuidadoso e troca frequente.
  • Explosões por acúmulo de gás são mais comuns com GLP.

Impacto ambiental

  • O gás natural encanado é mais limpo, por ser composto basicamente de metano.
  • O GLP, por sua composição com butano e propano, emite mais CO₂ na combustão.

Para consumidores preocupados com sustentabilidade, o gás natural encanado representa menor impacto ambiental.


Veredito Final: Qual é mais econômico?

A resposta depende do perfil de consumo e da estrutura disponível:

  • Para quem cozinha diariamente e mora em prédio com gás encanado, essa opção tende a ser mais econômica no longo prazo.
  • Para quem tem baixo consumo, mora sozinho ou em imóvel sem rede de gás natural, o botijão continua sendo mais vantajoso.
  • Quando há possibilidade de usar o gás encanado também em aquecedores e chuveiros, a economia se amplia significativamente.

Recomendações práticas

  1. Verifique se há rede de gás natural na sua região.
  2. Compare o consumo estimado da sua casa com a tarifa vigente da concessionária.
  3. Leve em conta o custo da tarifa mínima mensal do gás encanado.
  4. Considere o uso do gás para outras finalidades além da cozinha, como aquecedores.
  5. Faça simulações anuais de consumo para comparar cenários reais.

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Conclusão

A escolha entre gás encanado e botijão vai muito além do preço do produto. É preciso considerar frequência de uso, localização, estrutura do imóvel, tarifas fixas e segurança. Em muitas situações, o gás encanado se mostra mais vantajoso financeiramente, especialmente para famílias maiores ou com uso mais intenso. Já o botijão é ideal para quem busca controle absoluto dos gastos e não precisa de um sistema contínuo de fornecimento.

Portanto, para saber qual opção é mais econômica para você, a melhor estratégia é analisar seu perfil de consumo e fazer as contas com base na realidade da sua região.

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